Inspiração
Há quanto tempo não escrevo? Já se passaram meses desde a última vez que escrevi. Isso me dói, pois quando não escrevo é sinal de que a minha vida está parada, estagnada, sem novidades, alegrias ou até mesmo dores.
Gosto da vida intensa, de rir, chorar, cantar, dançar, gosto do movimento, da rotação incansável do mundo, do aflorar dos sentimentos e emoções, gosto do meu corpo borbulhando, queimando por dentro e transparecendo num leve e tímido sorriso.
Não, necessariamente, quero ação. Quero intensidade, desde as pequenas coisas.. Se é para arrumar a casa, faça com vontade. Se é para se arrumar, se arrume muito bem. Se é pra beijar, que seja quente. E se é só pra sentir, que sinta tão forte ao ponto de trazer dor.
Odeio rotinas. Sei que de certa forma são boas e necessárias para a integridade da nossa vida. Mas elas trazem frieza, falta de vontade e decepção, passa-se a fazer as coisas por obrigação ou por adestramento, não por vontade.
Infelizmente a minha vida não tem sido como euq uero. Até há momentos de agitação, porém ando sem vida. Falta paixão, mesmo estando eu comprometida, falta alegria irradiante, falta choro, falta cansaço, falta emoção. Eu quero correr perigo, quero ultrapassar limites, quero sofrer consequências, quero amar escondido e sofrer entre os meus joelhos num cantinho da parede.
Quero o vermelho, o rosa, o laranja. Não me traga uma vida em tons de branco e cinza. Quero paixões que me façam fugir de casa, brigar com o mundo, pular barreiras.
Desejo poder viver insesantemente cada minuto e ter sempre inspiração para gritar no papel. A Paixão é minha musa e o Desejo meu companheiro, e que eles nunca me abandonem.
